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Amo-odeio Porto Alegre

Nascidas e criadas na capital do Rio Grande do Sul, nós resolvemos eleger o que consideramos verdadeiros programas de índio nesta cidade que nos abriga. Não estamos cuspindo em Porto Alegre, nem renegando seus atrativos. Todos, que vivem ou já tiveram o prazer de conhecê-la sabem que a cidade guarda agradáveis passeios. 

Acontece, como já deu para notar em nosso blog, que nem sempre atrações turísticas são programas legais. 

Elegemos alguns que nós e  alguns conterrâneos consideram uma legítima “indiada gaúcha”. 

1. Ir domingo na redenção depois das seis da tarde; 

 

2. Desfrutar de um dia de verão na praia do Lami

 

3. Ir ao shopping sábado; 

Shopping

 

 4. Passear no aeroporto para ver os aviões pousarem; 

 

5. Ir ao acampamento farroupilha com chuva; 

 

6. Ficar a noite toda na cidade baixa tomando cerveja em pé numa esquina; 

 

7. Passar a virada do ano-novo na usina do gasômetro

 

8. Participar da procissão de Navegantes

 

9. Embarcar no ônibus turismo

 

10. Almoço de domingo na churrascaria Barranco

 

Para provar que não estamos sozinhas nessa, entrevistamos algumas pessoas à depor: 

Se achou injusta a nossa lista, escreva aí!

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25 na 25

É preciso, sempre, colocar-se no lugar do outro. Isto no sentido filosófico, claro. No sentido físico, já disseram que é impossível. Será? Em se tratando de comportamento no espaço (não no sentido galáctico, mas no sentido de lugar), muitas são as provas que poderiam contrariar tanto a filosofia quanto a física. Quer um exemplo? Fazer compras de Natal na 25 de março, em São Paulo. A avenida, principalmente nesta data, vira o reduto da falta de educação, aliada a falta de ar, junto com a falta de espaço. Impossível se colocar no lugar do outro quando você é praticamente o outro, mas com vontade própria. Não entendeu, então veja!


 

E então o caos se instaura. Correria, tumulto, suor, grito, assalto, tensão, cuidado, calor. Mistura todos esses ingredientes e o resultado é programa de índio e muita dor de cabeça. Claro que todo esse martírio tem uma recompensa: o preço. Comprar no maior shopping a céu aberto da América Latina é mais vantajoso em termos econômicos, pois os produtos na famosa rua podem chegar a custar até 70% menos que em outros locais de comércio.

Não deu pra ir mais cedo fazer as compras de Natal? Ficou pra dezembro, na última semana? Bom, os mais prevenidos já podem ir pesquisando preços e opções de presentes sem sair de casa. Antes de se atirar no “mar de gente e tralhas”, boas opções de acesso são www.vitrine25demarco.com.br (no qual é possível ver a movimentação das 35 mil pessoas/dia que passam pela rua em câmeras de segurança ligadas 24h); www.25demarco.com.br e www.guiada25.com.br.

Mesmo se cercando de tudo, não vai dizer que a gente não avisou! Natal na 25 é programa de índio total. Confere só, 25 de dezembro na 25 de março!

Antes de ser uma rua, a 25 de Março era mesmo um rio, já que o leito do Tamanduateí, então navegável, corria no atual traçado dela, recebendo as águas do Anhangabaú e desaguando no Tietê.

A Rua 25 de Março foi assim chamada por volta de 1865. Porém ela já existia bem antes dessa data, mas era conhecida por outros nomes: Rua Várzea do Glicério, Rua das Sete Voltas (devido ao número de curvas do Rio Tamanduateí), no final do século XIX. Depois disso, o rio foi retificado, a área toda drenada e a 25 passou a se chamar Rua de Baixo (ou Baixa de São Bento), já que está localizada “abaixo” do Mosteiro São Bento. Ela, então, servia como divisória entre a cidade alta e a baixa. Seu nome definitivo e atual é uma homenagem à primeira Constituição brasileira, promulgada pelo imperador D. Pedro I em 25 de março de 1824.

25 no início do século xx

25 no início do século xx

Os registros históricos indicam que a primeira loja a ser aberta ali foi a Nami Jafet & Irmãos, em 1893. Nasciam, assim, duas tradições: a de imigrantes libaneses se estabelecerem na 25 de Março e a de fornecerem mercadorias para seus patrícios recém-chegados a São Paulo mascatearem em bairros mais distantes. O comércio na 25 prosperou rápido. No fim de 1893, segundo o site Vitrine 25 de março, já existiam seis lojas no local: cinco armarinhos e uma mercearia. Oito anos depois, em 1901, já eram mais de 500 pequenas lojas.

A rua já teve os primeiros produtos comercializados na 25 eram porcelanas japonesas e chinesas, cutelaria alemã, rendas suíças e francesas, casimira inglesa e outros produtos importados. Os sírio-libaneses eram na época, a maioria dos comerciantes e os produtos importados a maior parte das mercadorias. Mas depois da Revolução de 1930, a indústria nacional consolidou-se e os produtos nacionais passaram a dominar as prateleiras das lojas da 25 de Março. Vestuário e armarinho eram os principais produtos, vendidos no atacado e varejo.

Hoje, com a “invasão chinesa” o que mais tem procura, e demanda, são as imitações de marcas esportivas e de luxo como Nike, Dior, Armani, Puma, Adidas, Gucci, Prada, entre outros. Como a falsificação, também conhecida como pirataria, é ilegal, vez em quando também é possível assistir à famosa corrida dos camelôs, ou “o rapa”.

Mas não desanime colega! Se você está com carterinha da FUNAI em dia pode encontrar agradáveis suprpresas. Uma delas são hotéis em shoppings localizados na própria 25 de março. Conforto aliado à comprar e tudo baratinho…ADORAMOS!!!

Também pode contar com serviço de guias turísticas dispostas a levar você à lugares ainda pouco explorados e que é possível pedir (mais) descontos!

Então, é Natal! Boa sorte e boas compras!

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Blogs: nova forma de jornalismo

A nova forma de fazer jornalismo nasceu, cresceu e aflorou. Os frutos de uma prática considerada “mais livre” de dar notícias se tornou mais visível com o advento dos  blogs. (Quer criar seu blog? Confira abaixo)

Assim como quem posta os textos tem mais liberdade na forma e no conteúdo dos textos, quem lê também. Essa recíproca, no mundo virtual, é verdadeira. Segundo o jornalista Ricardo Noblat, em texto citado no artigo da pesquisadora Juliana Escobar, a interação com o leitor é direta.

 O leitor do blog não quer nem saber: baixa o pau no que escreve e as críticas dele procedentes ou não ficam registradas. Eu, pelo menos, não as elimino. Se o fizer, estarei na contramão do espírito democrático da internet e elas aparecerão novamente. Não tem jeito.

 Muitos blogs de viagem, cuja categoria enquadra nosso blog também, possuem características bem específicas e parecidas: todos informam por meio de “dicas” de lugares e atrações turísticas que valem a pena experimentar; além de focar, soberanamente, no entretenimento.

 Seria um mix, do que o autor Alex Primo, classificou de pessoal-informativo e pessoal reflexivo

  • Pessoal informativo: blog individual para registro de informações que despertam interesse do blogueiro.
  • Pessoal reflexivo: blog individual no qual o blogueiro comenta as informações que recebe e demonstra suas opiniões. Pode tratar-se do blog temático.

 Bons exemplos desta modalidade são os blogs das jornalistas Rosane Tremea e Maysa Bonissoni. Outro bom exemplo você pode conferir abaixo. É um site, mas a linguagem é de blog.

Que tal boas risadas com uma típica história de índio? Porque, afinal, com esta pequena pesquisa sobre blogs afins descobrimos que diários virtuais sobre indiadas como o nosso, não “ecxistem” (já diria o Padre Quevedo!)

O Padre Quevedo já sabia: blog sobre indiada só o nosso!

O Padre Quevedo já sabia: blog sobre indiada só o nosso!

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“Programa de índio” na Índia

O blog Programa de índio conversou com o fotógrafo, empresário e professor de yoga, Henrique Raizler para saber sobre sua experiência em “Programas de índio” nas suas viagens pelo mundo. Henrique já viajou praticamente o mundo inteiro, e tem histórias impressionantes para contar. Raizler também edita o site  http://www.mapamundibrasil.com.br, e apresenta na rádio bandeirantes AM 640, o programa Mapa Mundi Inteligência em Turismo.  

Ele relata que as histórias de programas de índio são, e fazem parte das viagens, e afirma que na verdade, muitas vezes, são as melhores.

Raizler conta: “Uma que me lembro agora foi a trip de nova Delphi, Índia, a Dharamsala, norte do país. Lá vivem os tibetanos e o governo paralelo comandado pela sua santidade o Dalai Lama . Na Índia tudo é uma grande viagem. Buscamos opções de transporte e os indianos, sempre com um espírito cômico e marqueteiro, nos indicaram um super ônibus luxo executivo especial para turistas. The Best in town !

Nós, com um pé atrás, pedimos que nos mostrassem alguma imagem desta “nave”. Rodamos um pouco, pensamos nas opções e por fim decidimos por aquela promessa. Dia e data marcado nos dirigimos ao local .

A família de índios começa aqui. O deluxe bus iria parar na rua, mas não sabíamos qual o lado da rua. Ficamos de um lado a outro lado buscando desvendar o segredo. Mas, claro, com um astral indiano de tranqüilidade e leveza. Depois de alguns bons minutos atrasado aterrissa o chamado ônibus de luxo. As bagagens ficam em cima, no teto. Dentro tudo é uma meleca, mas aqui a aventura fala mais alto. Ônibus entupido é hora de partir.

Bye bye Brasil ou hasta la vista Índia .

Creia você que depois de meia hora rodando pela grande Delhi o ônibus para num posto de gasolina. Precisaríamos trocar de ônibus. Desce todo mundo, sobem outros. De novo no meio da rua sem lenço, mas  com passaporte valido. Mais um tempo, quem sabe uma hora, a paciência tibetana estava em prumo. Novo ônibus, igual promessa de conforto. Um trecho que levaria 12 horas ao norte do país! Idas e vindas, fotos e conversas era hora de partir.

Bem, aqui a Funai desce em peso. A estrada , com leve camada de asfalto, era puro buraco . A buzina soava estridente a cada curva. Aos solavancos, dançamos na poltrona ate o limite do teto e da cabeça. Assim, depois de uma noite mal dormida e uma grande aventura chegamos prontos a unir o corpo outrora relaxado num novo modelo de playmobil. Alongamos por um par de minutos e rimos muito desta viagem de índio. Mas chegamos ao sopé dos Himalaias. Aqui a sabedoria e a espiritualidade encantam o coração.

Passos lentos, os solavancos ainda vibravam no corpo, mas a rota fora cumprida .

Viagem de índio.

Mas são aventuras com esta as precursoras de grandes historias de vida.

http://www.youtube.com/watch?v=k1nhALc_4c0

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